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Os devaneios de Guta e as peripécias de seu amigo Curinga

Guta vem trazer cores à vida do Curinga, e o Curinga vida às cores de Guta
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Primeiro Mês em Brasília

Nesse dia 21 de agosto, completou um mês da minha estada aqui em Brasília. Foi um mês muito intenso, cheio de novidades, grandes emoções e grandes momentos na capital do Brasil.

Parece que a sorte me acompanha pra onde quer que eu vá. Ainda bem. Ou seria a graça de Deus? Ou quem sabe o destino? Talvez já estivesse mesmo escrito nas estrelas... ou os deuses hindus estivessem apenas esperando minha vinda para cá. Ou então algum espírito bom que me acompanha por aí, esteja guiando meus passos.

De qualquer maneira, como quiserem chamar, em duas semanas morando em Brasília, já estava empregado. Como havia dito no texto anterior, já havia feito algumas entrevistas, e rapidamente fui chamado para estagiar no TRE-DF -Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal , especificamente no SEMAR- Setor de Manutenção e Reparos, onde se cuida de todos os cartórios, obras e reformas, bem como as do próprio tribunal.

Muito bem, uma coisa a menos pra me preocupar. Poderia enfim me dedicar exclusivamente a faculdade. Então veio o vazio...

Desde que cheguei aqui, estive em constante movimento, correndo atrás de uma coisa ou outra, de moradia, de emprego, de conhecer tudo que eu pudesse o mais rápido possível. A essas alturas já havia percorrido o Eixo Monumental desde o Memorial JK até a Praça dos Três Poderes, e que me fez perceber que não havia muito mais para ver, pelo menos não no Plano Piloto. O que fazer agora então? Estava empregado, fui bem aceito pelos colegas no CEUB, conheci as obras do mestre, estava feliz. Chorei.

Chorei de saudade, de angústia. Chorei de solidão.

Foi a primeira vez, depois de quase 3 semanas longe de casa. Falar ao telefone com as pessoas que se ama ajuda muito. Mas desligar o telefone aumenta a sensação de estar sozinho num lugar estranho.

Então disse pra mim mesmo o quanto eu queria estar aqui, e segurei a dor. Não mais chorei. Não importasse quanto a saudade apertasse. E aprendi a viver um dia de cada vez. Aproveitando da melhor maneira possível todas as possibilidades que se estendiam a minha frente.

Até que surgiu a melhor delas... passagens baratas, POA-BSB. Liguei pra Tati no sábado, dizendo que ele teria que vir no domingo. A principio ela hesitou, mas concordou que ficaria até a sexta, pois na segunda recomeçavam as aulas. Melhor impossível!

Em menos de 3 semanas ela já estava ao meu lado. Isso que eu chamo de a força do amor! Eu não faria nada pra magoar essa mulher, pois a possibilidade de perdê-la é pior do que qualquer dor que se pode sentir.

Fui até o aeroporto buscá-la, fizemos um lanche, e combinamos que seria melhor alugar um carro pra passarmos o fim de semana, do que pegar um taxi até em casa, o valor seria quase o mesmo.

E foi nessa semana que tive as melhores sensações dessa estada em Brasilia. Dirigir por essa cidade é muito bom. Ela é completamente legível. Muito bem sinalizada, respeita uma lógica muito simples, e as condições das vias são excelentes. Obviamente andei somente pelo Plano, imagino que a situação das cidades satélites não seja tão boa. Aproveitamos o carro ao máximo, andamos por tudo, tudo que eu levei 2 semanas pra conhecer a pé, levei a Tati em 2 dias. Foi intenso, mas foi fantástico. Obrigado pelo passeio linda.

Tivemos uma semana incrível, mas não devo contar mais detalhes. Até que chegou a despedida. Em menos de um mês, passamos pela mesma situação duas vezes. Dessa vez foi pior. Entendi como ela deve ter se sentido no dia que eu vim pra cá. A dor foi intensa, a saudade aumentando, fiquei olhando ela seguir pelo corredor da sala de embarque, até desaparecer da minha vista, e perdê-la mais uma vez. Queria muito que tivesse ficado. Mas não podia sequer pensar em pedir isso pra ela.

A última semana foi mais tranqüila, aproveitei melhor as aulas na faculdade, apresentei a primeira etapa do projeto, praticamente não sai mais para passeios turísticos, minhas saídas eram exclusivamentes para ir ao trabalho e faculdade, descobrindo a cada dia os horários dos ônibus de ida e volta, e me estressando cada vez mais com as longas esperas. O stress só não foi maior, porque aprendi a ler em pé na parada, e dentro do ônibus, coisa que nunca havia conseguido por ficar enjoado com as viagens. "O leitor", "Cris a Fera", e atualmente "A menina que roubava livros". Pelo menos arrumei uma maneira de aproveitar melhor esse tempo.

Nesse mês também fui assistir a uma peça da Beth Goulart, Simplesmente Eu, com fragmentos da vida de Clarice Lispector. Mas não consegui ingresso, mesmo chegando uma hora antes do espetáculo. Simplesmente eu voltei pra casa, sem mais nada a fazer. Claro, aproveitei para tirar fotos do Centro Cultural Banco do Brasil, mais uma obra de Oscar Niemeyer.

Também tive o prazer de presenciar o renascimento de um grupo de jovens. O ISMASE - Igreja São Miguel Arcanjo e Santo Expedito, que tão bem me recebeu, e que fico feliz por saber que eles querem mudar pra melhor, cada vez mais.

Posso dizer que já fiz sim algumas amizades, os estagiários do TRE, Patrícia, Wanderley, Arthur e Robson, a chefe Arq. Ana Claudia, o pessoal do grupo, Daniel, Jéssica, Beatriz, Elane, Paulo Henrique, Sara, Bárbara, Alemão, Aninha, Russinho, Pe. Valdemiro e outros; e o pessoal do CEUB, Elane, Isa, Lu, Joice, Cristiane, Letícia, Sara, Diego, César... Bem, talvez nem todos possa chamar de amigos, mas certamente sinto que alguns virão a se tornar.

Então o primeiro mês terminou.

E da mesma maneira que o mês terminou, o seguinte começou, quase não havendo distância entre eles. Pelo menos não a percebi. E com ele veio setembro, e a descoberta de muitas coisas pra fazer nesse segundo mês em Brasília.


Primeira semana em Brasília

Passada a admiração e o assombro do primeiro dia, a primeira semana começou a apresentar novas impressões e novos desafios.

Já instalado, e bem instalado na suíte do apartamento, estava na hora de mexer as pernas atrás de emprego ou estágio e atrás de um lugar pra morar.

Primeiro precisava resolver a questão do chip pra poder falar com mais tranqüilidade com a família e com a Tati. Tive que desbloquear o celular na loja da Claro, o que obviamente não foi muito fácil, mas consegui, e então obtive o primeiro numero de celular com DDD diferente do meu estado.

A tarde fui na UNB, onde me disseram que eu poderia encontrar nos murais, principalmente no Minhocão (prédio principal) vários anúncios de estudantes interessados em dividir apartamentos, ou em vagas em suas republicas. E realmente, consegui 7 contatos para entre estes achar um lugar bom e barato pra ficar até o fim do ano. Além desses tinha também alguns números de locais que havia visto pela internet, mas que não tinha confirmado com medo de que não fossem nada do que eu esperava.

Comecei a ligar e fui marcando as visitas. Algumas vagas ainda expostas nos murais já haviam sido preenchidas, e no total, consegui visitar apenas 5 lugares durante a semana, conforme a disponibilidade das pessoas.

Paralelamente, comprei a edição da quinta do Correio Braziliense, muito parecido em conteúdo e qualidade com a boa e velha Zero Hora, para ver os classificados de imóveis e de estágios e empregos.

Foi um pouco decepcionante é verdade. Porque haviam poucas vagas de emprego, e os anúncios de apartamentos e kitinetes tinham preços absurdamente caros. Um kitinete numa zona comercial ficava entre 800 e 1000 reais por mês. Já os apartamentos preferi não olhar.

De qualquer maneira dos 5 que visitei, um deles era uma espelunca, e também o mais barato. Uma vaga num quartinho minúsculo numa quadra muito feia, e muito desagradável de se olhar. Outra era um apartamento de 2 quartos numa zona comercial com mais 3 guris, e uma cozinha bem equipada, uma sala de estar e jantar espaçosa, mas com valor mais elevado e com muitos bares nas proximidades. Essas duas primeiras ficavam a 5 minutos da faculdade.

As outras eram mais longe, mas tinham maior possibilidade de ser meu novo lar. Um apto de 2 quartos também, mas num setor residencial, com 3 guris, mas muito mais simples que o anterior, com ar mais familiar, e com valor mais acessível. Um kitinete pra dividir com mais um rapaz, que na real preferia alguém que ficasse no mínimo um ano. E um quarto bem agradável com cama, TV e cômoda, numa pousada bem bonita e arrumada, com cozinha e lavanderia coletiva. E valor mais acessível ainda.               

Decidi pelo kitinete, liguei pro guri e ele disse que por ele tudo bem, mas teria que pensar, porque os meses de janeiro e fevereiro seriam mais complicados, porque ele teria que pagar sozinho, e piriri pororó. Então liguei pros guris dessa república do apto mais simples, e marquei com eles a noite, pra poder falar com os três juntos.

Estava tranqüilo, até que no inicio da tarde o guri do kitinete ligou e disse que eu não poderia ficar lá porque ele não teria como pagar janeiro e fevereiro e piriri pororó.

Como já estava a uma semana lá no apto que estava hospedado, e eles se recusaram a aceitar minha ajuda nas despesas, já estava uma situação um pouco constrangedora e decidi que na manhã seguinte deveria sair, pra qualquer lugar.

Como havia uma possibilidade dos guris da república não irem com a minha cara, ou por algum motivo não quisessem que eu ficasse lá, fui até a UnB procurar mais anúncios. Os murais estavam praticamente vazios, pois as aulas lá iniciam somente no dia 10 de agosto. Mesmo assim encontrei um anúncio de uma vaga em uma república mista.  Agendei com o pessoal depois das 9 da noite, caso desse algum problema na outra república.

Mas os guris foram muito receptivos, muito legais. Dois mineiros e um goiano, muito simpáticos, me explicaram algumas regras, algumas rotinas, e no dia seguinte pela manhã, estaria me mudando.

Mesmo assim passei na outra republica pra conhecer o pessoal, e descobri um apto praticamente sem mobília, com 2 gurias estranhas e 1 guri não muito simpático.

De qualquer maneira as coisas estavam se resolvendo, e já estava aguardando a resposta de  uma entrevista no TRE do DF.

Também havia pego o jornal de Domingo, e consegui mais uma entrevista numa empresa de Topografia, num lugar deprimente, e mais uma no escritório de um professor do UniCEUB.

Durante essas caminhadas, conheci a maioria dos pontos turísticos do Plano Piloto. A cada passeio enchia a memória da câmera com cerca de 50 fotos. Fui na calourada do UniCEUB, que teve show do Zeca Baleiro, e pipoca, cachorro quente e algodão doce liberado.

Acredito que a próxima semana, e as seguintes me trariam mais surpresas e coisas boas nessa estada aqui em Brasília.

Até mais.

Curinga

Primeiro dia em Brasília

O vôo atrasou mais do que o esperado. A previsão de desembarque era para as 22:50, e desci do avião 23:20. Descemos por um longo corredor, até a esteira onde saem as malas dos passageiros. Diante da esteira havia a saída dos passageiros para o salão do aeroporto. E atrás das portas automáticas, estavam os familiares de muitas das pessoas que desembarcaram naquele vôo 1958 da Gol. Antes de procurar um taxi precisava encontrar um lugar para comprar um cartão telefônico e poder ligar pra casa. Imaginei que eles estivessem preocupados, pois já havia passado quase 40 minutos do horário previsto, e não havia dado notícias ainda. Consegui ligar pra Tati do meu próprio celular, que estava funcionando em roaming, essa ligação deve ter saído cara...

A grande maioria das lojas e lanchonetes do aeroporto estavam fechadas, até que encontrei uma aberta, e consegui comprar o cartão.

Então fui até os orelhões e liguei pra casa, pra Tati, e pro apto do Sr. Máximo que iria me receber aqui em Brasília.

Fui então até o ponto de táxi, e nesse trajeto consegui reparar um pouco no Aeroporto Internacional de Brasília. Um lugar muito amplo, com alguns jardins e bastante vegetação, e uma estrutura impressionante de concreto, mesclada com estruturas metálicas na cobertura.

Infelizmente não pude me deter a mais detalhes, então peguei um taxi e desci na SQN 203 (Super Quadra Norte), onde iria me hospedar por uns dias, até achar um lugar pra ficar.

Conversando com o taxista ele me explicou um pouco sobre a estrutura da cidade, falou sobre o eixo que corta as duas asas, de ponta a ponta, a partir do eixo monumental, onde estão localizados a Esplanada dos Ministérios, o Congresso Nacional e demais obras tão conhecidas por nós estudantes de arquitetura. Este mesmo eixo serve de início pra numeração das quadras, que vão de 01 a16, e no sentido contrário paralelo ao eixo W,  de um lado ocorrem as quadras pares, 200 – 400 – 600 – 800, e do outro as ímpares, 100 – 300 – 500 – 700.

Na noite quente desta terça, dia 21 de julho, fui recebido pelo Sr. Máximo que há pouco havia chegado do trabalho e me serviu um bom lanche.

Na manhã seguinte ele me deu carona  até o UniCEUB pra eu fechar as questões relativas a matrícula. Lá fui bem recebido pela Diretora Academica da universidade, e fui levado para fazer um tour pelo campus para conhecer as instalações e as salas de aula.

A universidade tem uma excelente estrutura, uma bela biblioteca, e aparentemente tem bons cursos.

Fui a pé da universidade até o apto que estava hospedado, foi a primeira caminhada por Brasília. No caminho comprei um mapa da cidade, e acabei descobrindo que é muito mais fácil do que parece entender a lógica do Plano Piloto.

Almocei, e a tarde, fui até o shopping Conjunto Nacional, que fica bem próximo a rodoviária, no Eixo monumental, para comprar um chip da TIM, e poder ligar pra Tati, pra casa e pros amigos com mais tranqüilidade.

Mas resolvi ir a pé. E no caminho, em determinado momento aponta lá adiante, as pontas da Catedral do Niemeyer. A emoção se apoderou de mim, e resolvi obviamente, ir até lá!

Claro, não podia esperar, não podia deixar pra depois. E fui, e ela se erguia linda, cujas colunas de concreto se erguem majestosas, com uma curva suave, e deslizam sobre o vidro, como se fossem abraçar a cruz que culmina preguiçosamente sobre a obra.

Fui fotografando como pude, dos ângulos que ele ia se mostrando, que ia aparecendo, tentando prorrogar ao máximo o prazer de entrar e ver os famosos anjos suspensos, toda a majestosidade desse edifício. Mas, em sua volta havia um tapume, e uma placa sinalizando a reforma do prédio. Mesmo assim fui até a porta no final da rampa e... fechada....

Me frustrei muito, a expectativa estava acima, e por nada eu suspeitaria que estaria fechado. Então pra suprimir a dor, entrei no edifício ao lado, uma bela obra por sinal, o Museu Nacional Honestino Guimarães que pertence ao Complexo Cultural da República João Herculino, onde esta o Museu e a Biblioteca Nacional, além de uma belíssima praça seca. Todo o complexo projetado pelo Niemeyer.

Bom, tirei mais algumas fotos, e como já estava escurecendo, eu não sabia nem como perguntar qual ônibus deveria pegar... eu tinha que ir a pé pro apto. Então deixei pro outro dia pra resolver o problema do chip, e fui embora enquanto iam se acendendo as luzes da cidade, e o pôr do sol do planalto central ia tornando tudo mais alaranjado.

Ao chegar, tomei um banho e fui chamado pra fazer um lanche com a Raquel e as filhas dela, a Marina e a Flávia, de 9 e 7 anos. Mais uma surpresa... cuzcuz! Nunca havia comido, e confesso que passei a enxergar polenta com outros olhos... hehe... embora não se pareça em nada com a polenta que estamos acostumados no sul.

Entrei no MSN mais tarde pra dar um oi pros amigos, e dizer que estava tudo bem, e aguardar a Tati, que iria entrar mais tarde.

E esse foi meu primeiro dia na capital federal... Fui dormir relativamente cedo porque estava cansado da longa caminhada que fiz durante o dia, e sabia que teria um longo dia, e uma longa semana pela frente, em busca de um lugar pra morar, e a procura de um estágio, ou um emprego.

 Curinga

Porto Alegre, 21 de julho de 2009 - 20:25

 
Acabei de passar pela parte mais difícil da viagem: a despedida.
Por algum motivo as lágrimas não escorreram enquanto me despedia de meus pais, dos pais da Tati, do Tiago e, claro, da minha noiva linda, a Tati.
Segurei a emoção e a dor da partida para evitar uma despedida mais difícil.
Mas assim que cruzei o portão do detector de metais, me dirigindo a sala de embarque, as lágrimas vieram e senti uma profunda dor no peito.
Deixei pra trás tudo e todos que amo, e que sempre estiveram ao meu lado.
Foi dificil olhar pra trás e vê-la acenando pra mim através do vidro, entre a sala de embarque e o saguão do aeroporto.
O beijo lançado pelas mãos dela me fizeram escorrer as lágrimas mais doloridas que já senti...
Estou sentado na poltrona 2F do vôo 1958 da Gol, em um Boeing 737. Fica na posição da asa do avião, na janela do lado direito.
Dentro do avião as aeromoças se movimentam para apressar o atraso do vôo que deveria ter partido a 20 minutos átrás.
Estou tranquilo pois sei que a recompensa da viagem vai minimizar a dor da partida, e tudo que vier pela frente será recompensador.
O avião vai decolar.
Até mais...
Curinga

Sempre quis...

Sempre quis morar em Porto Alegre. Desde criança quando havia alguma atividade diferente da rotina diária, com exceção das visitas aos parentes, que meus pais fossem me levar, a grande maioria acontecia em Porto Alegre. Cinema, teatro, compras... embora fossem raras,sempre foi uma alegria visitar essa bela cidade. Comecei então a relacionar coisas boas a isso. E somado ao fato de ficar impressionado com os edifícios enormes que via pela janela do fusca que meu pai teve, ou então pela mão da minha mãe, acabei me tornando um apaixonado pela capital do Rio Grande.

Veio a adolescência e com ela o grande amor da minha vida, Tati. E de braço dado com essa pessoa maravilhosa, muitos passeios de trem entre nossa cidade do interior da região metropolitana, Sapucaia do Sul, até o centro de Poa, e daí então a descobrir os melhores lugares dessa cidade. Conhecemos os melhores shoppings do estado, como o Iguatemi , o Borboun Country e o Barra Shopping, os parques e praças mais lindos, como o Parque da Redenção e a Praça Shiga, exposições fantásticas, como a “Grupo RBS 50 anos”, teatros, museus, Gre-Nal, Feira do Livro, e é claro, o pôr-do-sol mais bonito de todos, o do Guaíba.

E agora minha vida muda de cabeça pra baixo. Aparece uma oportunidade de morar numa das maiores cidades do país: Brasília. Na capital federal!! Certamente que um sonho não substitui o outro. Mas é algo que não pode e não deve ser dispensado.  De qualquer maneira estou indo de mala e cuia (preciso comprar uma cuia), pra estudar e quem sabe trabalhar, e espero que seja A grande oportunidade da minha vida. Espero encontrar lá, muitas recompensas, muito trabalho, e muito conhecimento. E pretendo abraçar tudo que encontrar nesse sentido.

Fico triste pela partida. Deixo pra trás muitas coisas aqui, que tem valor incalculável. A Tati, minha noiva linda, que sempre me apóia em tudo que é preciso, e que sente tanto quanto eu, que nenhuma distância é capaz de apagar um amor tão forte quanto o que sentimos. A família, que apesar de saber aqui no fundo, que isso um dia iria acontecer, o aperto pela hora que se aproxima é cada vez mais forte. Os amigos, mesmo aqueles que não visito por não ter tempo, e que agora não visitarei por estar longe,  amo todos eles, e sentirei tanta falta lá como sinto aqui. O CLJ que tanta alegria me deu nesses últimos 7 anos e meio, que muitos dos amigos que conquistei, e que aprendi a amar estão presentes nesse movimento, e nos grupos da área Esteio/Sapucaia, e até de Canoas (queria ainda ver a união das áreas). A Unisinos e os grandes amigos que fiz lá.

De qualquer maneira, esse texto está aqui pra iniciar uma série de textos que pretendo escrever, e manter o contato com aqueles que fiquem aqui, e que sintam interesse de conhecer Brasília pelo humilde ponto de vista desse que vos fala.

É impossível que só exista corrupção, ladrões e políticos desonestos nessa cidade, como sugerem as brincadeiras que são feitas por aqui, e pelo Brasil afora. Acredito sinceramente que há muito mais pra se respirar num lugar assim.

Só espero que não esteja enganado.

Curinga

Vamos comprar alianças?

Um sábado a tarde... em abril de 2009.

Amor, eu preciso comprar umas camisetas, porque to com poucas, e vou precisar pra trabalhar. Vamos hoje à tarde?

Mas amor, tu não comprou umas camisas a pouco tempo? Pra que vai comprar mais?

Sim, mas eu comprei camisas, preciso de camisetas.

Não to a fim de sair hoje. Não to boa.

Mas eu preciso comprar, to mal de roupa, minhas camisetas tão muito feias.

Tá bom, vamos. Mas não vamos demorar muito né? Já sabe em que loja vai? Não vai ficar entrando em um monte de loja e não comprar nada...

Não, já sei, já tive olhando até...

Saímos de moto rumo à São Leopoldo

Paramos em frente a uma joalheria.

Pronto amor, é aqui.

Ah Vagner, tu ta brincando né? Não gosto quando tu faz isso.

Não amor, to tentando te trazer aqui faz 3 semanas, e nunca consigo. Quero que tu escolha comigo as alianças.

Boca aberta

...

Pronto. Agora vamos comer um sorvete no shopping?

Troca de Alianças!

 

Nenhuma palavra poderia definir o amor que sentimos um pelo outro!

TE AMO MUITO TATI!

ON/OFF

on off

Sempre achei interessante o símbolo de ON/OFF. Há muito tempo que ele vem sendo usado nos aparelhos eletrônicos em todo o mundo, e poucos se dão conta do significado dele. Algumas empresas o estilizaram, criaram algumas variações, mas tornou-se um lugar comum para indicar onde se liga e desliga qualquer coisa. Estudei eletrotécnica durante meu segundo grau ( foi mais ou menos nessa época que os nomes mudaram de 1° e 2° grau para ensino fundamental e médio), e nesse curso aprendi alguma coisa de eletrônica. E a premissa básica da eletrônica é o sistema binário. Aquele do 0 e 1. A primeira vista parece ser inútil. Quem vai calcular algo no sistema binário se é muito mais simples usar o sistema decimal?? Algo tão banal, tão simples, e tornou possível e viável a comunicação sem fronteiras através de celulares e computadores, além é claro das tecnologias de tv digital e gps, por exemplo. E claro, não fosse por esse grandioso sistema de álgebra booleana não teria um blog pra postar esse texto. Então, esse símbolo é praticamente uma homenagem ao sistema binário, com os dois algarismos-chave bem desenhados. Onde o 0 representa a ausência de energia, e o 1 a presença dela. Simples assim.

Todo esse papo furado é pra dizer que ando OFF ultimamente.

Mas ainda estou vivo, continuo o mesmo ser pensante, que escreve o que pensa menos do que gostaria.

Por isso, retomo esse blog que de alguma maneira não me pertence mais do que a qualquer um.

Curinga

Assim seja...

Certo dia, um colega de trabalho me disse que alguns autores conseguiam fazer sucesso apenas escrevendo coisas simples do cotidiano. Como se narrar um dia normal de qualquer pessoa em uma grande cidade, ou em uma pequena vila, pudesse se tornar um best-seller. Citou Paulo Coelho, Heminghway, Garcia Marquez e alguns outros que não me recordo, por não conhece-los, que fizeram sucesso assim, usando de ficção ou não.

Mas essa afirmação me fez pensar se realmente isso é possível.

Talvez então eu pudesse narrar minha própria vida e vender milhares de livros. Talvez... Mesmo assim, acredito que isso não baste, talvez seja necessário muito mais do que isso para criar uma boa história.

E certamente é.

Pensando nisso tudo... dou início a uma série de textos que poderão quem sabe se tornar um livro algum dia. Ou não. Se é que vão passar de uns 2 ou 3...

Mas a intenção existe, e as ideias fluem... Em breve a pretensão de tentar contar uma boa história, será explicíta nesse blog. Assim seja!

                     por Curinga

Aahhh, como é bom ganhar o Gre-Nal!

 

Das tradições gaúchas, o Gre-Nal é aquela que mais divide o estado. Tanto gremistas quanto colorados tomam chimarrão e adoram um bom churrasco, por exemplo. Mas ele divide opiniões, gera um clima até certo ponto hostil entre as duas torcidas. Em semana de jogo tudo muda. As cidades mudam com as bandeiras penduradas nos prédios e nas casas. As pessoas colocam as camisetas de seus clubes, como se estivessem disputando a final do campeonato mais importante de todos. Crianças e mulheres também entram no clima. Os assuntos nas mesas se voltam para o Gre-Nal. Palpites, comentários, e a eterna discussão: Quem é o melhor?

Discussão que em geral não leva a nada. Em alguns casos até leva... à confusão, à briga, à violência. E aí fica feio de ver.

O Gre-Nal antes de tudo é uma festa. Uma das maiores festas do estado. Onde os convidados são os torcedores e os anfitriões são os jogadores.

Nesse fim de semana houve um jogo atípico no interior do estado. Comumente, o Gre-Nal se realiza no Olímpico ou no Beira-Rio, cada um com sua torcida em peso, com aquele mar vermelho ou azul, enquanto que são disponibilizados míseros 2.500 ingressos pra torcida adversária. O que é normal, já que no futebol, normalmente a torcida do time da casa esta em maior número. Mas um clássico como este merecia mais. Merecia que as torcidas fossem divididas, pra mostrar a força da rivalidade, pra mostrar que ambos querem participar dessa festa. E foi o que aconteceu em Erechim neste último domingo.

22 mil pessoas lotaram o Estádio Colosso da Lagoa, casa do Ypiranga, transformando as tradicionais cores verde e amarela do time da casa, e das arquibancadas do estádio, em duas multidões pintadas de azul e vermelho.

Deveria ser sempre assim. Admito que não há nada mais bonito do que ver o mar alvirrubro no Beira-Rio lotado (imparcialidade zero...), mas jogos como esse deveriam acontecer mais vezes, por todo o estado. Agora foi em Erechim, quem sabe o próximo em Pelotas, no Bento Freitas ou em Caxias, no Centenário...

E assim, a festa esta garantida, sem violência, sem problemas maiores.

Não lembro de ter visto isso antes, nem ao menos comentários a respeito. Quando fui pela primeira vez ao estádio, no longínquo ano de 1996, assistir ao Gre-Nal de número 330, (1x1, pelo campeonato gaúcho) já havia uma total superioridade no número de torcedores da equipe da casa.

Há muito tempo portanto não se via um Gre-Nal como o desse domingo.

E além disso é claro, a vitória do seu time do coração! Lava a alma, te deixa leve, feliz!

No último Gre-Nal em que o Inter ganhou de 4x1, eu estava lá, ajudei a fazer a festa. E apesar do sufoco desse clássico 374, confirmamos a superioridade com 21 vitórias a mais que o tricolor. E nada melhor do que começar o centenário do clube com uma vitória assim.

Que em 2009, o centenário colorado seja festejado com muitas vitórias e com os fracassos do eterno rival (rivalidade não existe sem festa na derrota do outro).

E que esse jogo, que abre os 100 anos de Gre-Nal, não fique apenas na lembrança dos torcedores e jogadores e se repita muitas vezes pelos gramados do nosso querido Rio Grande.

 

por Curinga

Alguém sabe o que é o Efeito Doppler?

Todo mundo conhece um nerd. E todo mundo certamente já sentiu ou demonstrou algum tipo de preconceito contra estes. Preconceito pelo simples fato de excluí-lo de alguma coisa, ou de chamá-lo de nerd com um tom pejorativo.

De todo modo, é notável como eles são facilmente excluídos. Por terem uma inteligência além do normal, são criticados, ridicularizados e invejados por outros.

E isso torna sua vida tão reclusa e inacessível, que eles acabam criando seus próprios mundos em torno de si mesmos. Mais por falta de opção do que qualquer outra coisa, já que por mais que se esforcem, ou não, não conseguem se enturmar onde quer que seja.

Além do problema de sociabilidade física, que por muitas vezes é compensada pela sociabilidade virtual, eles tem problemas no campo sentimental. Ora, se é difícil para um rapaz nerd se integrar com pessoas normais, apenas para conversar, ou para fazer amigos, imagine o problema para se relacionar com mulheres.

Obviamente que se ela também for nerd, ele terá mais facilidade, pelo menos saberá como conversar, e não precisará se esforçar pra ser o que não é. Mas convenhamos, mulheres nerds não são lá as pessoas mais interessantes. (ops, de novo cai na armadilha da hipocrisia...)

Bom, antes que alguém venha me dizer que eu estou defendendo eles, ou querendo dizer que eles são uns coitadinhos, ou uns filhinhos de mamãe que só querem saber de estudar...ou ainda, me chamar de um... quero explicar o motivo de todo esse papo.

Uma colega da faculdade (abraço Suca) me falou sobre uma série chamada The Big Bang: Theory. Contou milhões de histórias hilariantes e eu fiquei com uma pontinha de curiosidade. Até que descobri que tinha chegado na locadora de DVD’s a primeira temporada da série.

Como quem não quer nada, peguei os DVD’s, e a atendente me disse: “bah, isso é muito bom, vai se divertir muito”. “É, espero que sim, foi o que me disseram”. Não tenho muita tendência à concordar com atendentes de locadoras... Afinal, eles dependem daquela locação e... bom, não vamos perder o foco.

Então, comecei a assistir. E não consegui parar. É totalmente hilário!

Conta a história de Sheldon e Leonard. Dois nerds que dividem um apartamento, são verdadeiros gênios em física, possuem doutorado, e tem um círculo social que se restringe a dois amigos, Raj e Howard, um indiano e um judeu. O primeiro não consegue falar com mulheres e o segundo acha que é o maior garanhão da cidade, mas não leva jeito nenhum.

Eles vivem pacatamente suas vidas, com seus trabalhos na universidade, com seus incríveis jogos online e com suas paixões por ficção cientifica e histórias em quadrinhos.

Detalhes extremamente cômicos, como uma cortina de box de banheiro com a tabela periódica estampada, uma fivela de cinto que imita o controle do Nintendo 8 bits, cereais organizados pela quantidade de fibras que contêm e coleções de bonecos de super heróis lacrados nas caixas dão um toque nostálgico ao seriado.

Mas não para por aí. A vida desses angustiados seres muda quando eles ganham uma nova vizinha, Penny. Uma loira linda e gost... ops... simpática, mas que possui um Q.I. muito baixo em relação à seus novos vizinhos.

Ela é totalmente encantadora e se afeiçoa rapidamente a eles, mas tem certa dificuldade de entender o que eles dizem. Afinal não é  qualquer um que fala de física quântica, teoria das cordas e quarks com a maior naturalidade. E menos ainda que acham que derivadas, integrais e cálculos diferenciais são coisas pra principiantes.

E obviamente o inesperado acontece... Leonard se apaixona por Penny. (sarcasmo) E ela continua sua vida normalmente... conflito com ex-namorado, saindo com uns caras errados, festas, trabalhando numa lancheria, uma vida normal.

Em meio à diálogos inteligentíssimos, partidas de Halo e RPGs, discussões sobre super heróis e a agradável rotina desses gênios, a história se perde e se torna o mais clichê possível.

'Um cara que não é nenhum galã se apaixona por uma mulher bonita que só quer a sua amizade.'

Ao mesmo tempo que mostra de maneira incrível a amizade verdadeira, o convívio com os defeitos absurdamente estranhos que eles têm, e a busca de sonhos distantes e quase impossíveis como ser uma atriz famosa e ganhar um prêmio Nobel.

Enquanto que coisas ridicularmente comuns e normais para qualquer pessoa, inclusive Penny, se tornam extremamente complicadas e confusas e precisam ser explicadas de maneira correta e científica por eles.

Como quando Penny diz que é de sagitário, e isso já diz muito sobre ela. Mas Sheldon faz uma critica a ela, por compactuar com o delírio da cultura de massa de que a posição relativa do sol definida com base em constelações arbitrárias medida na hora do seu nascimento reflete na sua personalidade. Ao que ela pergunta: “compactuo com o quê?” Afinal, muitos dizem que ela é de um signo de água. (-.-)

Ou então quando Sheldon pede a ajuda de Penny para decifrar os segredos da semiótica, o estudo dos símbolos e sinais. Mas na verdade ele só queria saber o que significava uma gravata na porta do quarto de Leonard.

Contei esses trechos apenas pra dizer, que acredito a razão maior do sucesso desse seriado é o Sheldon. Suas piadas são brilhantes, e ele tem uma ingenuidade genuína. Além disso, ele não esta nem um pouco interessado na Penny, nem tampouco em obter sua amizade, já que ela possui um nível intelectual muito abaixo do seu.

Basta que ela saiba que ele é um gênio como aquele do filme “Uma mente brilhante” e ficará tudo bem.

Este sitcom americano (gênero que anda meio fora de moda, por sinal), é uma excelente sátira ao delírio virtual e a disfarçada sensação de segurança que se tem ao viver isolado das pessoas. Também mostra um pouco de como encontrar felicidade em coisas que realmente gosta de fazer, como navegar na internet, jogar xadrez em 3d e conquistar pessoas em ambientes de relacionamentos virtuais.

Infelizmente as risadas de auditório fake estragam um pouco, mas como algumas das piadas são tão complexas e desnorteantes, as risadas servem para lhe avisar que é  hora de ir para o Google e descobrir um pouco mais sobre Física...

Alguém sabe o que é o Efeito Doppler por exemplo? Nope? Então...

The Big Bang:Theory é uma boa dica para assistir enquanto aguarda o próximo episódio da quinta temporada de Lost ou assiste a primeira temporada de Prison Break na Globo.

 por Curinga

O que tu faz da meia noite às seis?

 
 
Conforme minha querida Guta adiantou... vou escrever sobre os assuntos que ela sugeriu... até a próxima... ah... e o vídeo exemplifica o texto abaixo...
 

Essa é uma das frases favoritas dos professores universitários. Diria que principalmente dos professores de Arquitetura, mas estaria sendo parcial demais. Certamente professores de outros cursos também utilizam essa máxima.

Mas, como assim... eu deveria dormir nesse horário, afinal preciso estar em pé as 6 h pra trabalhar... e o dia inteiro trabalhando, estudando... eu mereço um descanso!!

Bom, infelizmente eles têm razão. Pelo menos pra nós, estudantes de arquitetura, que precisamos de tempo pra desenvolver os projetos, desenhar, criar, evoluir, organizar... e sabemos que nunca existe tempo hábil pra se concluir um projeto. Sempre falta alguma coisa, nunca fica como a gente quer e menos ainda como os professores querem. E tão logo estamos terminando um, já vem outro atropelando.

Bom, temos os finais de semana também. Sábado e domingo são dias ótimos pra fazer os trabalhos. Afinal, muitas pessoas trabalham sábado. Já domingo, a maioria descansa... mesmo assim têm os seguranças, os porteiros, os médicos...

Claro, de preferência que esteja chovendo. Porque se chove lá fora, não bate aquela sensação de culpa, por estar trancado em casa na frente do computador, enquanto poderia estar passeando com a namorada pelos parques e praças da capital ou indo ao cinema ou olhando qualquer porcaria na TV ou lendo um bom livro ou brincando com o cachorro ou andando de bicicleta ou... aaaahhhhh... chega de hipocrisia...

Acontece que é exatamente isso que acontece!! Fim de semana é quase impossível trabalhar, sempre se arruma uma coisa melhor pra fazer, sempre tem alguém pra te tirar da frente do computador e dizer... “Vamos lá, é domingo... tem que aproveitar a vida... vamos comer um sorvete?” E lá vai... com uma sensação de culpa, assiste a um filme e te perguntam: “o que você achou do filme?”, e a resposta é: “bah, acho que vou usar a cor da casa do filme no meu projeto, ou então aquela estrutura metálica... ou quem sabe aquela forma curva...” É impossível desligar...

Agora pra ficar em casa trabalhando nos finais de semana, somente se a entrega for na próxima semana! Aí não tem sol, nem mar, nem amigos, nem namorada, nem sorvete, nem coisa nenhuma que te tire da frente do computador e de cima dos desenhos. E assim aprendemos a dizer “não”. Pros amigos, pros pais, pra namorada, pro sorvete, pro cinema, pros esportes, pro passeio no parque...

E aos poucos essas coisas vão deixando de fazer parte de sua vida. Aos poucos tu se habitua a trabalhar nos finais de semana. E seus amigos nem te convidam mais... “Ele deve ter trabalho da faculdade pra fazer... não vamos incomodar ele...” São uns queridos né? Como eles se preocupam... Queridos amigos que se afastam e provavelmente não voltarão...

E bom, pra evitar isso, o que fazemos? Trabalhamos na madrugada... nos horários que nossos professores adoram. Dormimos duas horas por noite, acordamos com dificuldade, passamos o dia inteiro com sono, executamos todas as tarefas mal e porcamente, e ao chegar em casa a noite... uma rápida refeição, e de volta pro computador.

Tudo pelo fim de semana... tudo pelos amigos... tudo pela profissão que estamos construindo. Aprendemos a dormir menos e a aproveitar melhor os sábados e os domingos que se apresentam ensolarados ou nublados.

Até que comece a levar trabalho remunerado pra casa... começa a desenhar pela profissão e pelo dinheiro. E então, sinto muito... esta condenado a responder aos professores... que trabalha a noite, que desenha, que faz os trabalhos da faculdade... e que não esta dando conta.

Cada um tem seu jeito e se adapta de uma maneira. Eu trabalho sim à noite... mas raramente durmo menos do que 4 h... o que é um grande avanço. Trabalho sim no fim de semana... acordo cedo, trabalho até o meio dia, e tiro o resto do dia de folga... a não ser claro, quando é extremamente necessário e o prazo aperta.

Mas de qualquer maneira, não deixo de viver, nem de me divertir, nem de sair por ai, sem pensar naquele maldito projeto que não termina nunca.

E minha saúde agradece...

Relembrar

Preciso escrever! Sim, a Guta tem razão. Tem muitas coisas me atormentando por esses dias, e eu preciso expor tudo isso. Todos esses temas que ela citou merecem sim, muito mais do que um parágrafo. Atormentando talvez não seja a palavra certa. Povoando talvez. Simplesmente estão ali, misturados na massa cinzenta (grande Poirot), e quem sabe se eu me livrar de algumas delas, me sinta livre pra pensar em outras coisas.

Mas ainda não sei por onde começar... na verdade, nem sei se quero escrever tanto assim... ás vezes parece que fico na obrigação de ter que escrever sobre determinado assunto, e acabo não escrevendo... Geralmente me liberto de ter que escrever sobre qualquer coisa que não queira realmente.

Então deixo pra quando a inspiração aparece, e já viu né... só Deus sabe quando.

Ver as coisas acontecerem no mundo, na cidade e em casa, me faz acreditar que tudo é passível de virar um texto. Afinal, não fosse isso, tudo morreria na memória das pessoas. Nada sobreviveria às grandes novidades, às grandes mudanças. E boas memórias, boas lembranças são sempre melhores do que novas notícias desagradáveis. Mas acontece que a cada dia, uma coisa nova me chama a atenção por um motivo diferente. E se eu não escrevo logo, aquilo morre num piscar de olhos. E não tem mais volta, o tempo não para. Me falaram sobre um relógio cujo ponteiro dos segundos não tinha aquela paradinha, entre um segundo e outro, ele girava continuamente, sem parar. E lembrei que havia um destes na casa da minha vó. Realmente quem já viu, pode entender que o tempo não para, e muito pior que isso, nunca volta atrás. Assim morre com nossa memória tudo aquilo que não servirá daqui pra frente. Por isso escrevo, para recordar. E para esquecer... e relembrar.

por Curinga

Em breve novos textos do curinga...

 
Andei conversando com o Curinga... ele tá meio distante... só que ele prefere jogar a culpa em mim,
que só apareço quando quero... aiai... tadinho. Precisa de uma folga esse menino.
Mas aproveitei que nos encontramos num devaneio sem fim, e fisguei algumas coisas que estão atormentando
a mente dele. Duvido muito que não venham novas coisas boas até o fim do ano.
Na verdade ele não deixou bem claro, se vai escrever, ou se vai postar qualquer coisa.
De qualquer maneira, estou aqui, colocando pelas suas costas, os possíveis temas dos próximos posts.
 
Só pra deixar um gostinho aos seus "leitorinhos", como ele mesmo diz...
 
-> O que você faz da meia noite as 6 da manhã?
 
-> Maldita globalização!
 
-> Preciso perder uns quilinhos...
 
-> Torcer faz bem pro coração
 
-> Solidariedade gente... solidariedade...
 
 
Tá bom, talvez eu esteja delirando um pouco, mas vou tentar explicar...
Esse guri anda dormindo pouco, e não tá muito feliz com isso. Também já falou aqui que iria contar suas impressões sobre a viagem pro Uruguay, e certamente irá contar a saga das fotos perdidas e a busca por um baralho que não fosse "Made in China". Quanto aos quilinhos, tá na hora mesmo, pena que não possam ver a barriguinha dele...hihi. Além disso, ele andava bem triste com os últimos acontecimentos em Santa Catarina e extremamente feliz com o seu time de futebol do coração. Aliás, por isso esse post é vermelho. Homenagem ao meu amigo Curinga.
 
Agora nos resta esperar, só quero ver o que ele vai nos dizer sobre isso...
                                                                                                                                                               por Guta

Intertextualidade

Li há pouco tempo  uma crônica do David Coimbra, onde ele transcreve um email de uma aluna de oitava série pedindo sua ajuda com um trabalho de português, na qual ela deveria identificar a presença de intertextualidade nos genêros textuais, especificamente nas crônicas. Imediatamente ele confessa que não sabe o que é intertextualidade, e faz uma crítica direta ao programa escolar da oitava série:  Cultivo inclusive a desconfiança de que conhecer os meandros da intertextualidade talvez não seja exatamente útil para a imensa maioria das pessoas, mesmo aquelas que, como eu, ganham a vida escrevendo.”

Indiferente ao fato de conhecer a intertextualidade e o que isso significa, nota-se em muitos de seus textos a presença dela. Inclusive no acima citado. Além do mais, não há nenhum problema nisso. Afinal, diariamente tomamos diversas atitudes que nem ao mesmo sabemos que possui um nome. Você conhece por acaso as palavras procrastinação e resiliência? Sem medo de errar, diria que não. Mas certamente já parou alguns minutos de trabalhar ou de fazer o trabalho de aula para olhar o email, ou conversar com alguém no messenger. E certamente conhece alguém que não se abala com as dificuldades, passa por cima de todos os desafios sem nenhum arranhão ou crise de choro.

Utilizando exemplos de atitudes que foram definidas respectivamente, mostro o quanto a intertextualidade esta presente neste texto. Acabei de citar o tema de uma matéria da edição de Outubro de 2008, da Revista SuperInteressante, sobre o ato de procrastinar, e um texto que intertextualiza sobre essa matéria nesse mesmo blog, e logo abaixo sobre o assunto de um email que recebi, e que explica tudo sobre resiliência. Além disso, cito uma crônica do David, postado no blog pessoal dele, em 31 de outubro de 2008, e também na página 3 da Zero Hora do mesmo dia.

Por mais simples que seja a explicação, isso é intertextualidade.  E pra explicar melhor, poderia usar dela novamente, e citar o artigo científico que Maria Christina de Motta Maia (professora da UFRJ) escreve sobre esse assunto. Afinal, foi através dele que descobri o que era essa intertextualidade que o David não conhecia, assim como descobri através da Super e do email, o significado de procrastinação e resiliência. Com as palavras dela: Trata-se da possibilidade de os textos serem criados a partir de outros textos.”

Ou seja, quando você escreve um comentário sobre o texto do blog de um amigo, você esta escrevendo um texto repleto de intertextualidade. Também quando responde a um email, faz o resumo de um livro ou de um texto, ou responde uma carta. E exatamente como o David, você não sabia disso.

 

Feira do Livro de Porto Alegre

Esta acontecendo em Porto Alegre a 54º Feira do Livro, até o dia 16 de novembro.

Sempre que posso vou até lá para olhar os estandes que se estendem ao longo da Praça da Alfândega até o Cais do Porto.

Mas uma coisa sempre me incomoda... Meu sonho desde guri, é ter uma linda biblioteca, com direito a poltrona e luminária e escada de marinheiro e não perturbe na porta e olhar por cima do óculos e tudo o mais.

Sonho que compartilho com minha namorada, futura noiva e esposa.

Porém, no sentido inverso à este sonho, não tenho o hábito de comprar livros. E não conheço nenhuma outra maneira honesta de montar uma biblioteca, a não ser comprando livros.

É estranha a sensação, porque geralmente quando compro, leio-o, ou melhor, devoro-o, e lá vai ele juntar pó na estante. E geralmente nunca leio novamente. Bom, na verdade, é assim que as bibliotecas funcionam não é? Até que venha outra pessoa de uma sacudida, assopre o pó, e se divirta com aquele exemplar.

Além disso, tenho a minha disposição na universidade particular e cara que estudo (e que tenho bolsa de estudos), uma biblioteca com mais de 700 mil exemplares de livros, periódicos, cd's, dvd's e vhs's... Então, qualquer livro que queira ler, está lá, ao meu alcance, sem um tostão além do que já pago nas mensalidades.

Então, sempre fico em dúvida, compro ou não compro? Afinal, livros são caros. Mesmo em tempo de feira do livro, onde todas as livrarias colocam descontos pra competir e não diminuir as vendas.

Um livro que custa 30 reais, com os 20% de desconto da feira e das livrarias, ainda sai por 24 reais, que continua sendo um preço absurdo.

Até que ponto vale a pena comprar um livro pra deixá-lo guardado? Um dia alguém chegará na tua casa, e dirá: “Nossa que biblioteca linda tu tem! Posso levar este aqui emprestado?” E a pessoa te olha com cara de coitadinho, e compadecido você diz: “Pode sim! Só cuida bem dele...” “Claro né!! Quando terminar de ler te devolvo.” Pronto... adeus livro... foi tão caro... e agora se perde em outra estante... ou vai passando de mão em mão... até que um dia você nem se lembra mais pra quem emprestou... e quem pegou emprestado, nem lembra mais de quem pegou.

Bom, talvez a maneira de resolver esse problema, seria colocar um cartaz na porta da biblioteca que eu vou ter em casa: “Não empresto livros”

Então, esta decidido. Este ano vou comprar no mínimo dois livros, independente do preço, independente do desconto. Quem sabe compre livros que eu já li, assim justifico o motivo de deixa-lo juntando pó na estante.

Não-ficção

 

Acordei na mesma cama de ontem,

lavei o mesmo rosto de ontem,

no mesmo banheiro de ontem.

Vesti a mesma roupa de anteontem,

e o mesmo tênis de anteontem.

Abri a mesma porta de sempre,

na mesma casa de sempre,

na mesma rua de sempre,

na mesma vila de sempre.

Segui pelas mesmas ruas e avenidas de todos os dias,

pelas mesmas cidades de todos os dias,

passando pelas mesmas pessoas de todos os dias.

Os dias são iguais,

as pessoas são as mesmas,

o trabalho é o mesmo,

a vida é a mesma.

Mas cada dia nos dá a noite para pararmos e repensarmos nossas atitudes de hoje.

E cada noite nos dá o dia para recomeçarmos hoje a viver.

Quando tudo é igual, estático, estamos fazendo ficção, repetindo atos, repetindo fatos.

Agora é hora de mudar o horário do despertador, trocar a cama de lugar, ir pro trabalho por um caminho diferente, dormir na casa de um amigo.

De criar uma realidade única, própria, uma não-ficção.

por Curinga

 

5 anos de namoro!

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Meu coração não aguenta mais
Algo precisa ser feito
Por que tentar enganá-lo se é tão simples
Mas... será que é verdade?
Será que ela também me quer?
Não importa!
É isso que eu quero!
E preciso tentar...
Mas... como ela vai reagir?
E se ela não quiser mais?
Preciso de força... e coragem!
Juntei tudo que tinha e abri meu coração
Ainda estava com medo do que ouviria.
Mas ela sorriu...
E isso me derreteu
“Eu quero muito ficar contigo”ela disse...
E aí meu coração já não era mais meu
Queria muito um beijo teu
Mas ainda teria que esperar
Embora tivesse seu olhar
Pediu pra falar com sua amiga
Para o coração dela cicatrizar
E não foi tão difícil, apesar de ter sido um pouco
E nesse momento senti
Que faria tudo que seu coração mandar.
 
Texto escrito no dia 4 de outubro de 2003 na agenda do Curinga, logo após os acontecimentos narrados.
Imagem fotografada pelo Curinga, no Aniversário de 2 anos de namoro na Praça Shiga em Porto Alegre.

por Curinga

Procrastinação

Palavra nova no meu vocabulário. Mas conhecer uma palavra e não saber o que ela significa, é tão eficaz quanto mascar chiclete pra resolver uma equação de álgebra, parafraseando Pedro Bial.

Sabe o que significa? Bom, não importa... deixa pra depois, quando sobrar um tempinho, você procura no dicionário. Mas, deixo uma dica, estou procrastinando nesse exato momento, afinal, estou escrevendo um texto, enquanto deveria estar trabalhando.

Sim, é isso mesmo, palavra nova, atitude velha.

Quantas vezes na vida deixamos de fazer determinada tarefa, porque teremos tempo pra fazer depois, e enquanto isso... vou fazendo coisas mais divertidas?

Exemplo clássico, é olhar para o relógio, e ver que faltam 30 minutos até a hora de sair do trabalho, sei que levarei 15 pra terminar o que tenho pra fazer sem muita atenção, ou 30 pra executar a tarefa perfeitamente, sem nenhuma falha. Claro, que posso aproveitar os outros 15 minutos no msn, no orkut, ou olhando idiotamente para a caixa de entrada de emails à cada 2 minutos, esperando uma nova mensagem. Então, faço minha tarefa “nas coxas” e tenho alguns minutos de entretenimento.

Procrastinar é exatamente isso, fazer uma tarefa sem importância, no lugar de outra mais importante, e depois ficar com sentimento de culpa, porque deveria ter dado mais atenção ao que era realmente importante.

Ou pior, reclamar que não tem tempo pra nada.

Será que eu não tenho tempo pra fazer coisas que realmente gosto, porque tenho muitas tarefas importantes pra fazer? Ou porque fico muito tempo “enrolando” determinada tarefa, por não me dar prazer, ou porque sou obrigado a fazê-la?

Não seria muito melhor terminar antes cada tarefa, de maneira eficiente, e usar o tempo que resta para outras atividades, sem culpa, e sem cobrança do chefe?

Entenda que não tem relação com preguiça. Não fazer nada, é diferente de fazer uma tarefa inútil, embora os resultados sejam os mesmos.

Incrivelmente isso é totalmente psicológico, você sabe que precisa terminar aquele trabalho, quer fazer bem feito, porque quer ganhar um elogio do chefe, ou obter uma boa nota na faculdade, mas por outro lado, você abre automaticamente o msn quando liga o computador, e jura de pés juntos que isso não atrapalha o seu trabalho.

Ah e é claro, você para automaticamente de trabalhar quando a internet não está funcionando, ou a rede “cai”. Como se fosse extremamente essencial para o bom andamento dos serviços, o seu email estar aberto, e seus amigos verem como você esta feliz, através da frase que colocou no msn.

Certo, chega de hipocrisia!!!

Este que vos fala, procrastina sim, e exatamente por isso, expressa em palavras esses sentimentos angustiantes e vergonhosos que me inibem horários de lazer, por não ter terminado determinada tarefa à tempo.

Quem sabe agora que expressei todo esse dilema, meu comportamento melhore, e mude aos poucos. Prometo pelo menos que vou postar aqui nesse blog, apenas quando não tiver trabalho a fazer, como agora. Isso mesmo, terminei o que estava fazendo quando comecei a escrever esse texto, e o deixei pra depois. Procrastinei por uma boa causa...

E deixo como “conselho” para os meus queridos leitorinhos, que são poucos, mas incrivelmente especiais, que parem de pensar a frase preferida dos procrastinadores: “Depois eu faço!”, fechem meu blog agora, terminem o que tem a fazer, e então, leiam-no do início ao fim.

 

Texto inspirado na matéria: Depois eu faço, Superinteressante, out/08.

 

por Curinga

Reflexo de si

Espelho reflete as marcas de uma noite mal dormida

Espelho indica onde o sangue sai da ferida

Espelho revela uma roupa mal passada

E nos mostra que a cor também não agrada.

No espelho fazemos careta

E nele, batom vira caneta

O reflexo é apenas o oposto da sua imagem

Aquela que você não vê

Mostra apenas tudo aquilo

Que você não crê.

por Guta

Andar pelo mundo afora...

Já reparou como é estranho, andar por um lugar estranho? Já reparou como olhar para um lugar pela primeira vez é... não sei que palavra usar...hum, talvez... real. Sim, tão real que nem parece ser o que é. Mas pode ser incrivelmente irreal, ou surreal, depende apenas da maneira como se olha.

Gosto de dizer: é a primeira vez que ando por esse pedacinho de mundo. É como se realmente o mundo se abrisse pra que eu pudesse conhecê-lo, embora ele estivesse sempre ali, pronto para me receber, eu mantinha o na escuridão, ou na distância. Como nos jogos de estratégia, age of empires, por exemplo...

Não conhece? Bom, você representa um personagem (nada muito diferente do mundo real), está sozinho, em meio a um mundo selvagem e violento (também me parece familiar), ou acompanhado de amigos, ou companheiros de batalha (ok, ok, os games imitam a vida...), mas só consegue enxergar o que está a sua volta, porque logo adiante, onde a vista não alcança, o mapa está escuro, totalmente escuro, um breu total, escondendo novos perigos e desafios em terras e caminhos nunca antes percorridos. O que fazer pra que os lugares não explorados se mostrem para nós? Caminhe, ande em meio à escuridão, percorra os caminhos mais sombrios, e descubra o que existe por trás dos medos e dificuldades. E veja que quando chega num ponto escuro do mapa, ele fica claro, o lugar se revela, como se já estivesse estado ali antes, e agora, pode andar por caminhos mais longínquos e escuros, até que a missão seja completada e tudo o que for necessário seja descoberto. É como andar na serração. Neblina, em bom português. Já andaste?

É exatamente isso que tento explicar nessas linhas... O que está a um palmo do nariz é possível enxergar, o que esta a um passo não. Mas o que estava a um passo a um instante atrás, esta a frente do seu nariz agora, depois do próximo passo. Mas, lá adiante, tem mais um ponto invisível, distante a um passo. E assim até que a névoa se dissipe. Assim, até que o mundo inteiro se apresente.

Em breve... minhas impressões sobre um passeio por Montevideo... 

por Curinga

Primeiro Soneto

Curinga deitado
com o amor ao seu lado
ambos empolgados,
fazendo planos apaixonados.

Olhei nos seus olhos,
meio marejados
Fiquei preocupado...
onde errou teu amado?

Acariciei teu rosto
e perguntei: Qual o motivo do desgosto?
Não esta do teu gosto?

Sorriu e disse: Estou feliz!
E a rima se perde
com um sorriso no rosto...

Eu.

Sou assim.
Sem rascunho.
Sem caminho.
Até onde me guiarem.
Chego até onde não imaginava.
Nem mesmo logo depois da metade.
Não é fácil estar no começo.
Começo aos poucos.
Volto atrás.
E bom...não sei também de onde vem.
Nem pra onde vai.
De onde surgiu? Não sei...
Assim é a vida.
Assim é a poesia.
Sou eu.
Apenas um curinga.
Que mal sei ser...
Eu.
por Curinga

Versos Simples

"Sabe, já faz tempo,
Que eu queria te falar
Das coisas que trago no peito

Saudade,
Já não sei se é a palavra certa para usar
Ainda lembro do seu jeito

Não te trago ouro,
Porque ele não entra no céu
E nenhuma riqueza deste mundo
Não te trago flores,
Porque elas secam e caem ao chão
Te trago  os meus versos simples,
Mas que fiz de coração."
 
Comp.:Sander Fróis
Música: Chimarruts
É, realmente não fui eu quem escreveu estes versos simples.
Mas que realmente se nota que foram feitos de coração, é inegável.
E deixo aqui para quem quiser lê-los. E pra quem quiser ouvi-los numa grande voz.
 
por Curinga

Duas mãos

Eu tenho duas mãos esquerdas!
Nem o mundo se adapta a mim, nem eu ao mundo.
Hoje sou meio cinza, amanhã de bolinhas coloridas
Hoje sou 4, amanha sou 9,
ontem de espadas, hoje de copas,
e assim é a vida.
Pelo menos a minha...
a nossa...
Minha cabeça embaralha tudo, os olhares, os pormenores, as ausências.
Como se a pior companhia fosse sempre a própria sombra...
...minha sombra hoje saiu voando...
Principalmente quando a sombra se faz presente na ausência que o outro nos faz.
É muito detalhe que a simplicidade faz que não vê.
Deixa-se que corra na obviedade dos atos, na espera do sorriso que não vem...
...e blablablerg!
hihi... que horas pra poetar...
... poetaria até de manha!
Não fosse o sono que sisma em puxar minhas pálpebras a favor da gravidade...
Sabe o que é isso? excesso de criatividade reprimida...heheheh...
Ah, é possivel!
e qdo a gente expreme a criatividade...
ou exprimi...
ou exprime...
COLOCA PRA FORA!!!
...ela precisa de um tempo pra curar, se ajeitar e secar no tempo.
É mais ou menos por aí... um passo pra direita, um pra esquerda e três pra trás. Ê dança que não acaba!
Mas o salão uma hora acaba...
 
por Curinga
(part. esp. Maya)
 

Guta e Curinga

Dois amigos... com uma necessidade incontrolável de expôr o que pensam. Assim, como suas vidas, que se cruzaram de repente, seus pensamentos aparecem pra tentar dar um pouco de sentido ao mundo, e mostrar a beleza da vida àqueles que não conseguem enxergá-la... Não é mesmo Guta?
Cada um de nós fez uma descrição precisa de cada um de nós. Não tente entender, apenas veja o que nós somos através de nossas palavras.
Nada se cria tudo se trasforma! Até pensamentos e emoções. Um curinga precisa aprender a decifrar as mensagens que outros escrevem, assim entenderá um pouco mais de si mesmo.
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Leio mãos, olhos, bocas, sorrisos e choros... Qualquer coisa ao meu alcance.... O que está dentro e fora de mim, mas que de alguma forma me pertence.
"Toda coisa que seja boba ou inteligente demais para ser falada vira música."
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"Há tanta coisa pra ser dita e tão poucos merecem lê-las"
Agradeço a sua visita!
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Quando alguém diz aquilo que você queria dizer, mas não sabia como. Quando alguém pensa sobre o que você estava pensando. São palavras... frases... poesias curtas... trechos de músicas... liberdade de expressão...